sexta-feira, março 11

Kia Motors cresce 82,8% no 1º bimestre de 2011

Com acumulado de 10.566 unidades emplacadas – 4.583 em janeiro e 5.983 em fevereiro -, a Kia Motors do Brasil obtém crescimento de 82,8% em relação ao desempenho em igual período de 2010, quando a importadora anotou 5.780 veículos emplacados. Mesmo sem fábrica no País, mais uma vez a Kia Motors do Brasil foi a empresa que registrou a maior taxa de crescimento em dados de emplacamentos entre as 13 primeiras marcas do ranking automobilístico nacional. Vale ressaltar ainda que o setor anotou, no primeiro bimestre deste ano, aumento médio de 18,4%.

“Crescer 82,8% no bimestre, quando a média do setor obteve 18,4%, significa definitivamente que o consumidor brasileiro reconhece e privilegia a marca Kia Motors”, disse José Luiz Gandini, presidente da importadora, para quem os números de emplacamentos poderiam ter sido muito melhores se o abastecimento do modelo Sportage estivesse regularizado. “Temos uma fila de espera superior a 90 dias.”

De qualquer maneira, outros modelos têm compensado a regularidade de abastecimento da Sportage. São os casos do SUV médio Sorento e do caminhão leve Bongo que, no primeiro bimestre, superaram os seus concorrentes diretos Santa Fé e HR Porter. No segmento C1, que cresceu 23,5% no bimestre, os destaques foram Cerato e Soul, que tiveram suas vendas ampliadas em 315% e 107,6%, respectivamente, com 2.569 e 2.915 unidades emplacadas.

FONTE: Kia News

quinta-feira, março 10

Sportage americano ganha versão turbo

Kia Sportage SX
Sportage SX

Se no Brasil quem deseja comprar o novo Sportage precisa entrar na fila e esperar até 120 dias pelo crossover, os Estados Unidos gozam de mais prestígio da Kia. Lá, o modelo acaba de ganhar uma nova e potente versão, batizada de SX.
A grande novidade do Sportage americano é o motor Theta II, com injeção direta de combustível e turbo, também conhecido pela sigla GDi. Com esses recursos, o motor consegue gerar 260 cv e 36,5 kgfm de torque. Para se ter uma ideia, são 94 cv e 16,4 kgfm de torque a mais que a versão vendida no Brasil, um 2.0 litros mais simples e aspirado.
Kia Sportage SX
Para completar o upgrade de potência, o Sportage SX ganhou suspensão com acerto esportivo, ou seja, mais firme. Nos Estados Unidos, o SX custa US$ 25.795 (cerca de R$ 43.000) na versão com tração dianteira e US$ 27.295 (R$ 46.000) na versão 4x4. 
FONTE: IG Carros

quarta-feira, março 9

Cerato Koup: o forte é o visual

Fabio Aro e Guilber Hidaka


Veja esse cupê aí da foto e me diga se você não acha que ele voou na pista. O para-choque frontal tem uma grande entrada de ar, que lembra boca de tubarão – coisa de esportivo bravo. Mais uma dica: em vez de motor 1.6, como o Cerato sedã, o Koup recebeu mecânica 2.0 de duplo comando e 156 cavalos. A traseira tem extratores de ar – como nos superesportivos. E a lateral destaca as curvas de um belo cupê de duas portas e rodas de aro 17.

Mas aí a gente abre a porta e percebe que a maioria dos sinais de esportividade ficou do lado de fora. Por dentro, o Kia Koup é muito mais um veículo estiloso e confortável do que esportivo, apesar das pedaleiras de alumínio e das grandes borboletas para troca de marcha no volante. O câmbio automático, por exemplo, tem seis marchas, mas não oferece nem modo esportivo. E quando a gente aperta o botão de ignição ouve um ruído bem abafado, típico de automóvel que privilegia conforto.

Fabio Aro e Guilber Hidaka
Os pneus largos (215/45), calçados em rodas aro 17, garantem boa estabilidade nas curvas rápidas
Na pista, o Kia Koup comprovou as primeiras impressões obtidas na avaliação da edição de dezembro. É um carro agradável, silencioso e muito bem acabado. Cumpriu a prova de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos.

Com câmbio manual, a história certamente seria diferente, mas a transmissão automática cobra em desempenho o que oferece em conforto. Na falta da tecla que aciona o modo esporte (comum mesmo em veículos automáticos sem pretensão esportiva), a programação mais “forte” é obtida quando se muda a alavanca para o modo manual. Nesse caso, automaticamente ocorre redução de uma das seis marchas. As mudanças também podem ser feitas pelas grandes alavancas no volante.

Fabio Aro e Guilber Hidaka
O 2.0 de comando duplo variável é bom, mas na pista o cupê foi contido na performance
Se não é tão puro-sangue como o visual e a cor insinuam, por outro lado o Koup é um carro agradável de dirigir. A posição ao volante é boa, e os comandos estão onde se espera que eles estejam: são intuitivos e de fácil alcance.

Como o Cerato sedã, o Koup não tem suspensão independente na traseira (eixo de torção), mas o modelo mostrou bom comportamento nas curvas, auxiliado pelas rodas aro 17 e pneus 215/45. Nas provas de frenagem, o cupê também se saiu dentro do esperado para um automóvel com disco nas quatro rodas e ABS: 80 km/h a 0 em 26,7 metros.

O painel tem revestimento macio e o acabamento é dos bons. A Kia informa que o modelo chegará recheado de itens de série, caso de airbags frontais e laterais (de cortina), ABS, controle de estabilidade (ESP), computador de bordo, ar-condicionado digital, partida sem chave, som com seis alto-falantes, etc. Falando neles, os dois falantes das portas têm moldura iluminada, que pode alterar a intensidade do brilho de acordo com o som. Particularmente, não vi muita utilidade nisso, mas meu filho certamente gostaria da brincadeira.

Fabio Aro e Guilber Hidaka
Apesar dos detalhes vermelhos e das pedaleiras de alumínio, o interior do Koup é discreto
Embora seja um cupê de duas portas, o acesso ao banco traseiro é fácil, e o espaço atrás é decente. Isso porque o entre-eixos, de 2,65 m, é bom (igual ao do Cerato sedã). Mesmo utilizando a plataforma do sedã, o Koup é 5 cm mais curto (4,48 m) e 6 cm mais baixo (1,40 m). Outro ponto positivo está no porta-malas: para um cupê, os 357 litros (declarados) estão de bom tamanho. A Kia ainda não definiu a data do início de vendas do modelo por aqui. Embora não haja previsão de preço, estima-se que ficará em torno de R$ 80 mil.

Fabio Aro e Guilber Hidaka
As molduras dos alto-falantes são iluminadas

sexta-feira, março 4

Optima surpreende em teste da NHTSA

Optima surpreende em teste da NHTSA
Veículo atinge a pontuação máxima da agência americana
Substituto do Kia Magentis no Brasil, O sedã Optima recebeu cinco estrelas crash no teste de segurança do National Highway Traffic Safety Administration, nos EUA. O veículo chega ao Brasil com a pontuação máxima da agência americana e motor 2.4 de 203 cv.

Além do desempenho e da potência, a montadora quer atingir o público que busca segurança, por isso o modelo padrão do Optima vem equipado com seis airbags, freios ABS nas quatro rodas e sistema de controle de tração. O veículo vai ser disponibilizado nas versões, LX, EX e SX.


quinta-feira, março 3

Kia Picanto chega em agosto; Rio é dúvida

Kia Picanto 2012
Kia Picanto

Conforme havíamos antecipado, o Kia Picanto fará sua estreia no Brasil em agosto, conforme contou ao iG Carros o executivo da marca responsável pelas vendas da sul-coreana na Europa. Apresentado oficialmente durante o Salão de Genebra, o compacto deve seguir para o Brasil nos próximos dias para dar início aos seus testes de homologação. Usando motor 1.2 de 85 cv por aqui, deve chegar ao Brasil já hábil a beber também etanol.
Nova geração do Kia Rio
Kia Rio
Quanto à nova geração do Rio, sua exportação para o Brasil ainda passa por estudos de viabilidade comercial, devendo ficar (se realmente vier) só para 2012. Com motores 1.1 de 70 cv e 1.4 de 90 cv, o compacto se destaca pela garantia de sete anos. O executivo ainda assegurou que o problema de distribuição pelo qual passa o novo Sportage - que chega a ser entregue até 120 dias depois de sua compra - será resolvido entre abril e maio, normalizando suas vendas por aqui.
FONTE: IG Carros

quarta-feira, março 2

Kia estreia três modelos em Genebra

A Kia celebra um ano memorável em sua história apresentando hoje, no 81º Salão Internacional do Automóvel de Genebra, três novos modelos. O novo Kia Rio faz sua estreia mundial na Suíça, o novo Kia Picanto aparece fora da Coreia pela primeira vez e o Kia Optima Hybrid será mostrado pela primeira vez para um público europeu.

"A presença excepcionalmente forte da Kia em Genebra tem três estreias e destaca a revolução de design, a engenharia de alto nível e as avançadas tecnologias híbridas de nossa marca", comentou Hyoung-Keun Lee, vice-presidente da Kia Motors Corporation. "Na Europa e no mundo, o mercado de carros pequenos e compactos é responsável por enorme percentagem das vendas globais. Assim, a chegada do novo Picanto e do Rio é muito significativa para a Kia nesse que será, sem dúvida, um ano histórico para a marca”, completa.

O revolucionário Kia Rio traz um toque de design para o segmento B


A quarta geração do Kia Rio é uma revolução, e não somente uma evolução do seu antecessor. Com uma personalidade ousada e diferenciada, o novo Rio combina o requinte europeu com o tempero coreano para criar uma forma de linguagem que também comunica um toque latino, com um apelo verdadeiramente global.

Mais longo, mais largo e mais baixo, o novo Rio chega para redefinir completamente sua posição como um dos veículos mais competitivos em um dos setores mais competitivos – o segmento B. O novo Rio terá baixo custo operacional e baixa emissão de CO² – com números estimados para o modelo partindo de apenas 85 g/km.

O novo Rio estará disponível em três carrocerias pela primeira vez – sedã de quatro portas, hatchback cinco portas e, a partir de 2012, um novo hatchback de três portas – dependendo do mercado. A versão cinco portas (em exposição em Genebra) tem comprimento de 4.045 milímetros, o sedã medirá 4.365 milímetros (que dá um aumento de 33% no porta-malas para 390 litros) e todos os modelos apresentam uma distância entre-eixos estendida em 70 mm (para 2.570 milímetros) – aumentando bastante o espaço para passageiros e a capacidade de carga.

Para complementar o exterior surpreendente do modelo, o design interior do Rio também foi transformado para dar ao carro uma sensação verdadeira de premium. Os clientes podem escolher entre dois tons e vários pacotes de acabamento para criar seu interior sob medida – sublinhando o novo foco do Rio como um compacto maduro e refinado.

Novo Kia Picanto – o carro pequeno cresceu
Kia Picanto
O novo Kia Picanto é um carro pequeno, porém crescido. Foi remodelado e reprojetado e, com seu estilo notável, transmite uma sensação de solidez e maturidade. Mais longo que o modelo anterior e com uma distância entre-eixos estendida, o novo Picanto será oferecido pela primeira vez com a opção de carrocerias de 5 ou 3 portas. O modelo está prestes a se tornar um dos veículos mais competitivos no mercado global de carros urbanos.

Com 3,6 metros de comprimento, o novo Picanto mudou de 'bonitinho' e 'amigável' para maduro e bonito, projetado para chamar atenção nas ruas graças a sua boa aparência, proporções agradáveis e linguagem de design dinâmica. O Picanto em sua mais nova forma exala uma confiança única em seu segmento.

A nova cabine do Picanto oferecerá aos compradores inúmeros confortos de ‘carrão’ e itens de conveniência – muitos deles montados pela primeira vez em um carro nesse segmento – mais material de qualidade e uma gama de opções de acabamento que darão um nível premium de ‘individualização’ a este segmento. O interior pode ser chique, esportivo ou premium, dependendo da preferência do consumidor.

Cada novo Picanto virá com um motor extremamente eficiente da família de motores ‘Kappa’ da Kia. Globalmente, quatro versões do Kappa serão oferecidas com potências variadas. O número base de CO² foi reduzido para apenas 90 g/km.

Novo Kia Optima Hybrid faz sua estreia europeia

Após sua estreia mundial nos Estados Unidos, a Kia está expondo seu novo sedã Optima Hybrid para o público europeu pela primeira vez, aumentando as credenciais ambientais da Kia. Parte da era ‘EcoDynamics’ da Kia, o Kia Optima Hybrid, como 4,85 metros de comprimento, é pioneiro em novas tecnologias que estão destinadas a aparecer em futuros modelos de produção da Kia.

Programado para começar a produção em massa no primeiro semestre de 2011, o Optima Híbrido emprega uma mecânica verdadeiramente inovadora desenvolvida pela Kia com uma potência combinada (motor elétrico mais motor a gasolina) de 209 cv e 265 Nm de torque. Por conseguinte, o mais recente sedã da Kia oferece uma combinação única de desempenho e economia de combustível, atingindo melhoria no consumo de combustível de 40,7% em comparação com um Optima regular de 2.4 litros.

O ‘sistema híbrido paralelo’ engenhoso, simples e rentável da Kia apresenta uma embreagem especial instalada entre o motor a gasolina de 2.4 litros e o pequeno motor elétrico de 30kW, permitindo que o motor a gasolina seja dissociado do conjunto propulsor para que o sedã possa ser operado com zero emissão, de modo totalmente elétrico a partir do repouso até 100 quilômetros por hora. Durante a experiência de dirigir, a operação híbrida é automática e contínua.

O Kia Optima Hybrid utiliza uma nova bateria recarregável de polímero desenvolvido com a LG Chem. A confiabilidade da bateria é tanta que não precisará de substituição na expectativa de vida do veículo – pelo menos 10 anos e 240 mil quilômetros.

terça-feira, março 1

Fusion x Optima: Optima agrada mais

   Divulgação
Disputa: Se o preço do optima for a partir de R$ 95 mil, a Ford terá problemas para vender o Fusion

Vamos direto ao ponto: se a Kia mantiver a previsão de valores a partir de R$ 95 mil para o Optima, que chega às lojas em março, a Ford terá um problemão para vender o Fusion em 2011. Foi o que constatamos após passar um dia com os dois na pista de testes de Tatuí (SP), como você acompanha agora. Enquanto o preço do Kia ainda é um mistério, a expectativa é que o Optima 2.4 chegue na faixa do Fusion 2.5, de R$ 82.830. E, carro por carro, o coreano larga na frente logo na volta de apresentação. 


Adeptos do conforto, acostumados com o Fusion ou o Hyundai Azera, vão se surpreender com o Optima. Sem deixar a comodidade de lado, ele apela mais à emoção. Quando avaliei o modelo pela primeira vez, mês passado, já adiantei que ele era divertido. Agora na pista, o Kia confirmou minhas expectativas. Pé embaixo na reta, e o Optima deixou o rival para trás em todas as medições de desempenho (confira na tabela de testes). Quando a curva se aproximava, eu reduzia as marchas pela borboleta esquerda atrás do volante e apontava a dianteira de forma mais precisa que no Ford. A direção firme (embora um pouco artificial) e a suspensão com tuning esportivo – e rodas aro 18 – dão sabor ao Kia, sem falar no ronco mais bravo do motor em relação ao Fusion.

Sempre gostamos do jeito como o Ford mexicano responde aos comandos. Apesar do porte avantajado e da origem norte-americana, ele não é uma “barca” ao volante. Ainda assim, o Optima transmite maior confiança. Mesmo com o controle de estabilidade ESP desativado, o Kia revela um comportamento neutro, com pouca inclinação da carroceria. Ele também foi mais eficiente em desvios rápidos e frenagens. Eu trocaria apenas os pneus 225/45 da coreana Nexen, que cantam muito cedo, por um jogo da alemã Continental.

 Fabio Aro
A dupla saída de escape do Optima não é só enfeite: na pista, ele deixou o Fusion para trás em todas as provas de desempenho

Embora tenha um motor menor (2.4 litros contra 2.5), o coreano rende mais: são 180 cv e 23,6 kgfm de torque, ante 173 cv e 22,9 kgfm do Ford – o que explica em parte o nariz à frente nos testes. Ambos vêm com transmissão automática de seis marchas, que exibem funcionamento muito suave. A lamentar no Fusion é a falta da opção de trocas manuais, que o Kia oferece até com borboletas na direção. Pelo menos o Ford vem com a função “L” , que serve para fazer reduções de marchas antes das curvas. 



A falta de recursos, digamos, esportivos no Ford tem a ver com a tocada suave do modelo. Os bancos largos são do tipo poltrona, e o volante de grande diâmetro não nega a pegada de carrão americano. A suspensão joga no time da maciez, e o ruído do motor quase não se manifesta na cabine. O Optima, por outro lado, tem bancos firmes e que abraçam o corpo, enquanto o motor tem um ronco mais acentuado a partir de rotações médias. O volante é menor e a suspensão, que elogiamos na pista, também lida bem com nosso asfalto lunar. De todo modo, a Kia vai oferecer uma versão com rodas de aro 16 e pneus de perfil mais alto, para quem preferir um carro mais macio.


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Certas coisas denotam a origem norte-americana do Fusion, como o volante grande. O quadro é bonito, mas simples

A chegada do Optima fez o Fusion empobrecer. Quem gasta mais de R$ 80 mil num sedã desse naipe não quer receber uma chave com parte metálica aparente e um sistema de som sem entrada USB, não é, Ford? A Kia ainda não definiu o pacote de equipamentos do Optima para o Brasil, mas “nosso” carro deu uma boa ideia dos mimos disponíveis: câmera de ré, revestimento de couro, banco do motorista com ajuste elétrico e ar digital de duas zonas, além de ESP, seis airbags e ABS. Exceto pela câmera e o ESP, o Fusion dispõe dos mesmos itens, e o banco do carona também ajusta eletricamente. Teto solar deverá ser opcional no Kia, como no Ford (R$ 4 mil extras). 



Além da cabine recheada, o Optima tira nota alta no quesito beleza interior. O painel tem clara inspiração nos sedãs da Audi, tanto pelas formas quanto pela costura de couro que dá um toque de requinte. Os materiais usados no Kia são mais nobres (no Ford a tampinha do porta-trecos central poderia estar no Fiesta) e a combinação de plásticos de bom tato agrada em cheio. Mês passado dissemos que o quadro de instrumentos do Optima pecava por ser parecido com o do Cerato, mas o do Fusion também não é lá muito sofisticado. Fora isso, o Ford derrapa na ergonomia. Os comandos do ar-condicionado são baixos e ficam voltados ainda mais para baixo, dificultando o acesso do motorista. No Kia, som e controles do ar estão bem à mão, no centro do painel.


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A posição de dirigir do optima é mais esportiva, o acabamento é caprichado e os comandos são ergonômicos
Com dimensões externas semelhantes às do Fusion, o Optima oferece espaço ainda maior que o Ford. Graças ao entre-eixos de 2,80 metros (contra 2,73 m), o Kia tem um vão imenso para acomodar as pernas. Com o banco da frente ajustado para meu 1,78 m, pude cruzar a perna no banco de trás e ainda assim não esbarrei no encosto da frente. O Ford também acomoda quatro adultos com folga, embora sem a mesma liberdade de movimentos. Em compensação, seu porta-malas é maior, com 490 litros aferidos e braços pantográficos. Não tivemos oportunidade de medir o compartimento do Kia, mas ele não parece ter os 505 l divulgados. Fora isso, vem com braços da tampa que roubam espaço.

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Os bancos traseiros do Kia (dir.) são espaçosos devido aos 7 cm extra de entre-eixos. O Fusion não fica atrás, tem teto mais alto e acesso fácil

O que também não pudemos conferir foi o consumo do Optima, já que o carro não pôde sair da pista de testes. Para ter uma referência, consultei o computador de bordo enquanto mantinha os 120 km/h constantes e obtive 9,5 km/l de consumo instantâneo. Não é teste, mas serve para dizer que o Fusion certamente bebe menos, com seus 11,6 km/l registrados na estrada. Ambos mantêm o conta-giros abaixo de 2.500 rpm a 120 km/h, com maior silêncio no Ford. 



O dia chegava ao fim e, com ele, surgia a vitória do Optima. Pelo que mostrou na pista, o Kia nem precisava da nota de design para desbancar o Ford. Mas é difícil não se encantar pelas linhas desse coreano, com toques de estilo como a tomada de ar lateral (inspirada nos BMW), os feixes de leds na frente (vindas dos Audi) e a elegante coluna traseira (que remete ao Jaguar XJ). O resultado dessa costura muito benfeita pelo chefe de design Peter Schreyer é o modelo mais belo do segmento. Lado a lado com o Fusion, a opinião geral é de que o Ford perdeu o brilho, mesmo sendo cheio de cromados. Os fãs de sedãs grandes só precisam torcer para que a Kia não salgue demais a conta.